6.5.09

Brincadeiras, instruções e variantes linguísticas


Já comentei sobre o uso de textos instrucionais nas atividades escolares, neste post e neste outro.

Há alguns meses, trabalhei o uso dos textos instrucionais em curso de formação de professores e fiz o trabalho a partir de regras de jogos, como uma forma de demonstrar como se faz isto em sala de aula.Uma das professores fez um texto excelente sobre o Jogo de Boleba. Compreendi perfeitamente as regras, o objetivo do jogo, etc. mas, não entendi o que era Boleba.Depois de uma conversa com a professora descobri que Boleba nada mais era do que o Jogo de Bolinha de Crica, que eu jogava quando criança, com meu irmão e seus amigos.Interessante é que, hoje, as crianças do meu bairro chamam o mesmo jogo de Bolinha de Gude. Mais um caso de Variantes Linguísticas.

Por coincidência,na semana passada o Jornal Folhinha de São Paulo trouxe uma reportagem apresentando um concurso cultural sobre brincadeiras das crianças, por todo o Brasil.O objetivo é fazer um mapa das brincadeiras, pelo país: como elas são chamadas e como se brinca.As crianças podem participar, enviando seus textos com as regras de jogos, até o dia 3 de junho.Após a seleção, haverá um número especial do jornal com as brincadeiras selecionadas.

Esta é uma ótima oportunidade para trabalhar o texto instrucional em sala de aula.Quem sabe o texto de seu aluno não aparece na edição especial?

Veja o vídeo no Blog da Folhinha, e leia o regulamento aqui.

Ah, jogo de amarelinha, por aqui, era chamado de Jogo de Maré (aquele que tem céu e inferno, lembra?).Mas, já descobri outro nome para ele.Veja aqui.
E você ?já encontrou nomes diferentes para as suas brincadeiras de criança?
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