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sábado, abril 02, 2011

Construtivismo e não construtivismo

A revista Carta Capital  apresenta uma reportagem com o Prof.Lino de Macedo  sobre a teoria Construtivista e  as aplicações  na aprendizagem.
Além da entrevista excelente com o professor Lino, um expert no assunto, vale a pena ler os comentários  para se ter uma visão geral  de alguns enganos que ainda são cometidos por  professores, em relação à teoria construtivista.

Leia, na Carta Capital,clicando  neste link.

sábado, outubro 17, 2009

E o vencedor ...

Escolhi o texto da professora Vilma.Os critérios de escolha, além da coerência, coesão,adequação ao tema, estas coisas que todo professor de português faz(quase no piloto automático,rssss..), adicionei mais um critério que foi verificar se a indicação do livro condizia com os relatos da prática pedagógica.

A professora Vilma tem 26 anos de magistério e trabalha no ensino fundamental e em curso de formação de professores.Só ainda não sei de onde ela é, porque ela não colocou esta informação no texto.

Leia o depoimento da professora:
"Eu estava tremendamente cansada, frustrada, louca para me aposentar, já que não havia nenhuma novidade. Todos os dias eram iguais:sempre ensinando as mesmas coisas e para alunos que não se emocionavam.
Foi então que numa semana do professor, soube que haveria uma oficina sobre literatura.Fui até lá, sem muita expectativa, já que eu achava que sabia tudo sobre literatura.Afinal ,esta era minha formação profissional.
O início da oficina com a professora Luiza, não me empolgou.Parecia a mesmice de sempre.Aquele papo de incentivar o gosto pela leitura, blá,blá,blá... que a gente sabe que não é bem assim que funciona, pois só lemos aquilo que apresenta algum objetivo para nós, não é?
Na segunda etapa, a professora leu um texto.No início, não dei muita confiança(só estava lá pra cumprir carga horária, né?), mas o grupo de professores que estava participando foi ficando calado.E eu também comecei a prestar atenção.
Era um texto que falava sobre literatura infantil, que questionava algumas coisas que para mim sempre pareceram perfeitas, que para mim eram ideais para trabalhar com crianças e para repassar a metodologia de uso para minhas alunas do curso de pedagogia.
Fiquei em choque.Tudo o que considerava como certo e sabido, havia caido por terra.
É claro que pedi as referências do texto para a professora.Ao final da oficina ,agradeci muito a ela pelo momento de aprendizagem que havia me proporcionado.
No dia seguinte, comprei o livro.Li de uma vez só. Reli,escrevi ao lado dos textos, marquei parágrafos,fiz anotações.E na semana seguinte, mudei todo o meu planejamento de atividades. O meu trabalho com literatura mudou radicalemnte.
Descobri que aquele marasmo que eu sentia, em mim e nos alunos, estava relacionado à pouca paixão que eu sentia pelos livros que estava adotando.

Desde então tenho trabalhado com outros objetivos.Para os alunos pequeninos faço questão de analisar muito bem os livros de literatura que vamos trabalhar.A primeira coisa que analiso é a linguagem do livro, verificando se ela respeita e inteligência de meus alunos.
Com os alunos do curso superior, a leitura do livro que me envolveu passou a ser leitura obrigatória e a partir desta leitura temos criados técnicas de análise de literatura infatil e juvenil.

Bom,o livro é "O estranho mundo que se mostra as crianças", a autora é Fanny Abramovich,(que tive a o prazer de conhecer há alguns anos) e é da editora Summus.
É um livro que recomendo a todos que trabalham com crianças e com formação de professores.


Ah, estou doida pra ganhar este livro da menina que roubava livros.Mas, se eu não ganhar não tem problema, pois foi a primeira vez que pude compartilhar minha história com alguém."


Vilma,foi um prazer ler seu texto e verificar que mesmo depois de tantos anos de magistério ainda encontramos professores que têm a coragem de mudar sua prática.
Parabéns pela mudança e pela mudança que você, com certeza, provocou em seus alunos.E você tem razão sobre este livro. Ele realmente é ótimo. Pena que não seja tão divulgadao e,talvez, por isto, a gente ainda encontre tanta bobagem escrita por aí, com rótulo de literatura infanto-juvenil.

Muito obrigada pela sua participação e, por gentileza, mande seu endereço, para que eu possa enviar seu livro.

Obrigada também aos outros 15 colegas que enviaram seus textos.
Interessante é que 3 deles se referiram ao mesmo livro:Linguagem e Escola: uma perspectiva social, da Profª Magda Soares, editora Ática. Aliás, excelente livro, que deveria ser leitura obrigatória para qualquer professor.

E quanto ao meu livro,aquele que me deu uma sacudida,é este aqui:


Referência:Quando eu voltar a ser criança.Janusz Korczack, Editora Summus, São Paulo.
Há informações sobre o autor e sua obra, na Wikpédia.Clique aqui, para conhecer.

Sugiro que você aproveite as próximas férias para ler.Independente da disciplina ou conteúdo com o qual você trabalhe, depois de ler este livro nunca mais você vai olhar para uma criança do mesmo jeito.

Obrigada a todos que participaram. Em dezembro tem mais, ok?

terça-feira, dezembro 16, 2008

Blogs e desempenho escolar

Pesquisa de mestrado da profªClaúdia Rodrigues demonstra o desempenho de alunos a partir do uso de blogs,nas aulas de redação.

Leia a notícia no jornal da Unicamp.


Muito bom uma pesquisa comprovar isto, já que ainda tem gente que duvida.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

a gramática e as mudanças linguísticas

A revista Superinteressante deste mês, está nas bancas (como sempre ótima,e por isto, sou assinante desde o número 2!!!) com uma excelente reportagem sobre ""O futuro da Língua Portuguesa"" mostrando as mudanças na língua. A revista só é disponibilizada on line, depois que sai das bancas.
Foram entrevistados o professor Marcos Bagno, que já comentei aqui, quando falei sobre preconceito linguístico e outros professores que se dedicam à linguística.

Quem segue este blog sabe que sou linguísta, de carteirinha e de formação, que acho que a gramática normativa não reflete os usos que fazemos da língua e que preconceito linguístico acho uma coisa abominável. Infelizmente, muita gente, inclusive professores ,não têm conhecimentos sobre variantes linguísticas e acham que a norma estagnada das gramáticas é a que deveria ser seguida.Por eles, ainda estaríamos falando Latim.

Por coincidência, hoje, via LadyBug, da Jornalista Lúcia Freitas, descobri um post excelente sobre gramática, no blog do Algarra.

Então, aproveite o fim de semana.Leia o post e atualize seus conhecimentos sobre os usos e mudanças da língua, lendo a revista. E para completar acesse o site do linguista Marcos Bagno.

E para saber mais ainda, não deixe de ler nas férias, o livro do David Crystal,A Revolução da Linguagem que explica muito bem as mudanças nas línguas, a partir do uso da Internet.

Boas leituras.

segunda-feira, março 20, 2006

agradecimentos

Agradecemos à equipe do Yahoo-Busca Educação, pela recomendação deste blog, e ao Professor Vicente,por incluí-lo no projeto de Letramento da Prefeitura de São Paulo.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Textos


E o que são textos?
"Texto é um registro oral ou escrito, de uma situação de uso da linguagem"(Brown e Yule, 1983)
Desta forma, uma conversa, um texto livresco, um aviso, uma bula, uma fotografia, uma propaganda, uma imagem ou um som na Net, apenas para citar alguns exemplos, são situações que demonstram o uso de um registro, numa determinada situação de uso da linguagem.
Neste exemplo:

Pintura rupestre em Lascaux - França

Compreendemos o que lemos, por ser um registro de uma situação de linguagem, e porque nossos conhecimentos prévios, sobre este animais, nos permitem inferir os significados deste texto.

Para saber mais:
BROWN, Gillian. YULE, George.Discourse Analysis.Cambridge University Press, 1983

domingo, fevereiro 12, 2006

O que é ler?


Ler não é só codificar e decodificar palavras.É, antes de tudo construir sentidos para o que se lê.
É por isto, que muitas vezes o "leitor" não consegue obter informações num texto lido. Para obter estas informações e, consequentemente, construir sentidos, é preciso considerar os conhecimentos prévios que o leitor possui sobre o assunto e a interação com o suporte de leitura.
Além disto, as influências cognitivas, tais como as crenças, as opiniões ou atitudes e até mesmo a motivação ou objetivos diferentes, atuam na construção da representação sobre o evento ou o enunciado, o que faz com que ao ler um mesmo texto, diferentes leitores construam significados diferenciados, produzindo diferentes tipos de inferências.

Bom Ano Novo!

 Obrigada por ter estado por aqui. Espero que as postagens lhe tenha sido útil. Que 2022 seja suave para você, que traga saúde, paz para tra...