18.3.07

leitura, escola e inferências?

Esta semana foi pródiga em notícias sobre o caos educacional.
Escolas sem carteiras, sem professores, sem...sem... mil coisas.
Uma realidade que conheço bem, por ter atuado em escolas públicas, durante 30 anos, 1 mês e sete dias( é, eu já tô velhinha).Nesta época eu costumava e, ainda hoje, costumo dizer que escola tem: paredes, alunos e professor.E só.Algumas são exceção, mas conheço poucas.

Neste período, bem longo, como professora primária, e principalmente, de língua portuguesa, procurei fazer com que meus alunos tivessem diferentes oportunidades de aquisição do conhecimento. Sabe aquele sentimento que impulsiona o professor? Aquele que a gente acha que se não fizermos algo, nada será feito pelos alunos?Pois é...

Depois que comecei a trabalhar com professores, descobri que minha práticas e minhas pesquisas na área de leitura no mestrado, poderiam ajudar muitos outros professores. E isto eu sinto no retorno que recebo ao coordenar projetos de alfabetização e letramento, incluindo aí o letramento digital, em diferentes escolas.

Depois de ler, assistir tantas notícias sobre o caos educacional, fiquei pensando se valeria a pena continuar com este blog.
Por que passar adiante, tudo aquilo que aprendi, pratiquei, se não há livros, jornais, revistas, computadores e até mesmo, professores nas escolas.
Será que este blog é realmente útil?
Será que ele influencia a prática pedagógica de alguém?
Será que mesmo sem carteira e sem livros, alguém leu alguma coisa por aqui e conseguiu praticar em sala de aula?Será que aquela prática deu bons resultados?

Difícil saber.
Ao mesmo tempo os indicadores de visitantes aumentam a cada semana. Por que será? Que inferências eu posso produzir a partir dos índices matemáticos apresentados sobre os visitantes(Ah, sim! Matemática também exige leitura e, consequentemente, produção de inferências).

As inferências que produzi, a partir dos dados, foram:
- este blog deve ser útil para alguém, já que segundo o Google mais de 24.000 pessoas já estiveram por aqui, e que, destes visitantes uma porcentagem de 15,7%, sempre volta. Além disto, há 84,33% de leitores novos, desde que o blog foi criado em fevereiro de 2006.
- as palavras leitura e escrita são as mais utilizadas em mecanismos de busca, no Google, que apontam como resultado este blog. Depois de leitura e escrita, aparece texto informativo e projetos de leitura, seguido por leitura na alfabetização.Diante destes dados posso inferir que há muitos professores, com acesso a internet, que estão querendo saber como trabalhar a leitura, a escrita, o texto informativo, criar projetos de leitura e como fazer tudo isto , no processo de alfabetização.E que isto os incomoda, senão não estariam na internet procurando por estes termos. Afinal, chats de paqueras são muito mais divertidos, não?
Coincidentemente, estas questões são as mesmas que recebo das escolas que me convidam para coordenar projetos de leitura e escrita.
- há ainda os que chegam aqui, pelos links apresentados nos blogs dos amigos. Bom, se eles linkaram é porque acharam que vale a pena.Obrigada a eles. E quem ainda não sabe quem são os autores dos blogs que linkam para cá ( já são 3o e tantos) dê uma olhada na lista do Web Refer, ao final da coluna ao lado, clique em Expand this list, e vá conhecê-los.

Pois é, depois de um tempão sem postar, por falta de tempo, com dúvidas sobre a continuidade ou não do blog, ainda venho falar de inferências matemáticas. Mas, foram elas que me ajudaram a decidir a continuar o trabalho. Afinal, o blog não vai fazer mal a ninguém, né?

Quarta-feira tem um novo post, ok?
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